Terça-feira, Julho 11, 2006

Os heróis merecem... mas não abusem, carago!


Quem é que não vibrou todos os minutos de cada jogo da Selecção neste mundial não chorou o golo dos “camones” Filhos da P*ta? Não digo que chorei mas gostei de saber que a nossa Selecção mostrou-se dedicada e têm vindo a demonstrar continuamente cada vez melhores exibições.
É claro que por muito amor à camisola que os nosso jogadores tenham ninguém trabalha de graça e se somarmos bem o que cada português seria capaz de dar de prémio pela sua prestação no mundial eles teriam maquia bem superior ao prémio de jogo que receberam, ainda que seja pareça muito quando vemos que recebem 50 mil euros por cada um.
Pois bem, os nossos meninos merecem um prémio e ele será dado! Mas porra, não se lhes pode dar nada que começam logo a achar que são portugueses superiores para que não tenham de pagar IRS como todos os outros. Acho que somos todos iguais, carago! Com o país na cauda da Europa e a economia em baixa temos de contribuir todos. Vamos lá deixar essas tretas que qualquer Tuga que trabalhou o ano inteiro para alimentar e educar os filho merece tanto uma indulgência como qualquer outro.

Sábado, Junho 24, 2006

Saga de Sao João - Contabilidade

Saldo de despesas na Feira da Ladra:

Óculos anos 70______0,50€
Livro Yes Minister____1,00€
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Total:____________ 1,50€

Saldo da noite:

Despesas totais_____ É melhor nem falar nisso!
Divertimento_______Incontável
Pessoas novas______ Muitas e muito fixes.
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Total:____________Muito bom.

Saga de Sao João - Feira da Ladra

Ao subir pela colina dirigimos-nos para o Panteão e eis que percebo: “É sábado, dia de Feira da Ladra!”. Ao passar ao lado das tendas chamo imediatamente a atenção do taxista para parar, não posso deixar escapar esta oportunidade de aparecer mesmo à hora de abertura da feira, quando os “produtos estão fresquinhos”, para ver as novidades, além disso nunca tinha lá passado àquela hora.
Poucas surpresas foram encontradas, rádios velhos e leitores de fita, discos do Júlio Iglésias com 20 anos de idade, cassetes gravadas em casa com as músicas que passavam na rádio, 1(uma) barbatana, 1(um) pé de pato, um barril de imperial (vazio!), cd´s de drivers de impressoras HP48, alguns artigos de maior valor histórico como relógios, máquinas fotográficas (com cerca de 80 anos foram realmente uma tentação mas acho que mereciam ser regateadas) e muitos alfarrabistas que têm sempre um livro com particular interesse. Dei a minha volta pelas bancas procurando alguma Lomo perdida nas velharias ou um livro que com piada.
O estado alcoólico ainda era avançado e sou um papalvo quando vejo um pequeno papel a dizer “Tudo a 50 cent.”, procuro imediatamente alguma coisa para levar nem que seja só para gozar com a situação, e que artigo melhor para gozar que uns óculos de aros dourados e as lentes grandes dos anos 70. Mesmo a calhar! O céu está nublado, ameaça chover e até já pinga, mas o Sol já ia alto e preparava-se um daqueles dias quentes em que nem sabemos de onde vêm a luz, apenas sabemos que estamos encandeados para onde quer que olhemos.
Mais uns passos e um alfarrabista com um monte de livros em monte regateia uma enciclopédia com o possível cliente. Dou uma vista de olhos e eis que algo passa-me pelos olhos. Yes Minister., o livro baseado na série homónima, pego-lhe e vejo que tem a capa rasgada, primeiro sinal de desprezo não ainda suficiente para eliminar a minha curiosidade e ler alguns parágrafos. Em Inglês, pouco complexo gramaticalmente, piadas compostas em situações do ridículo político, levo! Mas alto, temos de regatear! “Por favor, qual é o preço?” R:. “Um euro.” ... Nem dei resposta, paguei e calei-me! Não vale a pena regatear o óbulo.

Saga de Sao João - Tejo Bar

O carro passa em frente a Santa Apolónia e recordo os dias em que morava em Santa Engrácia, fazer o percurso desta noite era muito mais habitual. Passear por Alfama até encontrar o João e umas amigas que estavam em São Miguel acabando de jantar, depois vamos até ao Tejo Bar, mas por caminhos tão tortuosos que já nem reconhecia o mesmo bairro onde tantas vezes tinha passeado. Final mente chegamos ao Tejo Bar mas está quase vazio, o Mané está à porta apanhando ar e dois habitués estão de saída.
Entramos, falamos, bebemos, jogamos, cantamos, rimos, ouvimos, lemos, comovemos-nos e sorrimos. Não há lugar mais completo e é pena que acabe sempre a uma hora quando algo nos chama.
Lá chegou então a hora em que me fui embora do Tejo Bar, mas a saudade levou-me direitinho àquele edifico ao lado da Central de Santa Apolónia onde na volta vi, assim em frente à Central, que a recordação podia ser vivida e há outras histórias que podem ser contadas.

Saga de Sao João - Fatum

O dia já está a começar mas encontra-se muito nublado. Não há grande vontade de aguentar mais uma hora para saber que as nuvens vão encobrir o nascer do sol e irei considerar o tempo perdido, ainda mais porque esta noite mostrou-se mais uma non-stop party cheia de alegria e não quero morrer na varanda da discoteca.
Acabo a bebida e deixo o Lux por volta das 6h30. Há uma fila de táxis enorme e muita gente a conversar à entrada. Não vejo ninguém conhecido nem nenhum dos porteiros habituais das horas de entrada para marcar mais alguns pontos na próxima visita e assim fico convencido que a noite tinha acabado. Apanho um táxi e indico-lhe o destino “Largo da Graça.”
Ao começar a andar penso imediatamente que foi uma grande noite que estava a terminar e (temos de ser curtos...) não há nada melhor que repousar agora umas horas para voltar a trabalhar para a apresentação da conferência da próxima semana. Sei que esta noite me fez muito bem e haverá mais inspiração para ser bem sucedido.

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Quando elas crescem

Chegou o cio à Jamie, e com ele uma quantidade enorme de outros problemas. Serão todos os rafeiros da zona a cheirar-lhe o caminho, será ela a ver com as orelhas fitadas cada vez que encontra um semelhante procurando saber se ele lhe vai aliviar o prurido, será o Camolas e afastá-la de um acto fatídico que traria mais meia dúzia de dores de cabeça e três avôs babados e fodidos do juízo com o fraco que deixou que isso acontecesse.
Por este facto defendo que deva ser distribuída a pílula para animais de estimação. Eu quero que a minha cadela faça jús ao seu nome e usofrua dos prazeres da vida, que deixe os cães loucos quando ela demonstra a sua elegância e espalha o seu aroma pelas redondezas, que a sua lascívia seja admirada e demonstrada com orgulho.
Seja pelo que fôr, dêmos a graças à Jamie pois é uma CADELA!

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Jamie


Jamie
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Ora vejam a cadela mais linda à face da terra.

Segunda-feira, Novembro 21, 2005

As nossas universidades

Já não era sem tempo que a união europeia interviesse nas universidades de modo a que os estudantes tivessem uma avaliação dos seus conhecimentos mais igualitária no mercado europeu, o Tratado de Bolonha prevê precisamente que um aluno formado em qualquer universidade europeia tenha as mesmas condições de acesso ao emprego que todos os outros nas mesmas condições.
É também de louvar que as nossas universidades venham a ser avaliadas pela OCDE pelas capacidades de preparação dos alunos para o mercado de trabalho, o que promoverá que algumas universidades percam a sua condição elitista e procurem realmente encontrar um mercado para os alunos. Ora não poderia ficar mais contente com esta declaração se não se verificasse que a quase totalidade dos formados são empregues no mercado local e no tipo de trabalho que se realiza no pais as exigências são frequentemente de tão baixo nível que fico preocupado com o que poderá suceder à qualidade do ensino daqui em diante, nomeadamente no que se refere às áreas tecnológicas.

O comércio e os serviços são claramente dominantes em Portugal, exigindo frequentemente um baixo nível tecnológico e importando desenvolvimento; não existe um forte incentivo para as actividades de I&D sendo o choque tecnológico do governo principalmente um patrocínio à contratação de pessoal para tarefas que serão fundamentalmente de gestão; a investigação em Portugal é essencialmente efectuada nas universidades e, no entanto, nem existe um estatuto profissional de investigador.
Vindo as universidades a ser avaliadas pela sua capacidade de introduzir os alunos no mercado de trabalho, é lamentável que tenhamos de verificar nos próximos anos ao decrescimento nível tecnológico no ensino, não sendo sequer formada em Portugal uma elite que possa preparar as próximas gerações. Será portanto necessário pensar com o governo e as universidades a melhor forma de utilizar este meio, procurando no meio dos serviços que poderemos proporcionar capacidades tecnológicas que consigam impulsionar o desenvolvimento do pais. Algumas medidas que deveriam ser adoptadas seriam a valorização e criação de fortes apoios às empresas que produzam desenvolvimento, a criação de um estatuto profissional de investigador.

Recordemos-nos que 1 em cada 5 licenciados abandona o pais, não se devendo isto à falta de trabalho em Portugal mas à falta de trabalho de qualidade, à possibilidade de efectuar trabalhos de qualidade no exterior, ou de ser melhor pago em trabalhos que exigem menores qualificações no exterior.


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